segunda-feira, 19 de março de 2012

Longe das florestas, biólogos descobrem espécie de rã em NY



Biólogos ficaram surpresos ao descobrir uma nova espécie de rã bem longe das florestas tropicais, na selva de pedra da cidade de Nova York. A criatura verde e com manchas foi confundida durante anos e considerada pertencente a uma variedade comumente encontrada, denominada rã-leopardo. Mas agora os cientistas descobriram que se trata de uma nova espécie.

"É impressionante que uma espécie seja desconhecida nesta área", afirmou Brad Shaffer, biólogo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). A cidade de Nova York é cercada por pântanos e outras áreas ricas em biodiversidade. Mas esta espécie urbana parece ter escolhido um dos locais mais arenosos como centro de seu habitat: o estádio dos Yankees, no Bronx.

Em artigo publicado no periódico Molecular Phylogenetics and Evolution, Shaffer e outros cientistas compararam o DNA da rã aos de outras espécies de rã-leopardo da região. Foi quando compreenderam que o espécime de fato era uma rã-leopardo, mas de um tipo diferente. "Muitos anfíbios são discretos e muito difíceis de encontrar, mas estas rãs são bastante óbvias", explicou Shaffer. "Isto demonstra que mesmo na maior cidade dos Estados Unidos ainda há espécies novas e importantes aguardando para ser descobertas", emendou.

A principal autora do estudo, Cathy Newman, da Universidade do Estado da Luisiana, estava estudando as rãs-leopardo quando seu colega, Jeremy Feinberg, da Universidade Rutgers, pediu que investigasse umas "rãs incomuns". "Há rãs-leopardo do norte e do sul nesta vasta área, então eu esperava encontrar uma que, por alguma razão, tivesse comportamentos atípicos ou híbridos das duas", explicou Newman.

"Fiquei realmente surpresa e animada quando comecei a receber dados que sugeriam fortemente que se tratava de uma espécie nova. É fascinante que tenha aparecido em uma área tão fortemente urbanizada", continuou.

Feinberg disse ter ficado intrigado, pois esta rã produz um coaxo repetido, diferente do "ronco prolongado" de outras rãs-leopardo. "Quando ouvi estas rãs pela primeira vez foi tão diferente que eu soube que eram muito distantes daquilo que conhecíamos", afirmou Feinberg.

Fonte: Portal Terra

Concurso Público UEZO (02 vagas para Biólogos)


Encontram-se abertas as inscrições para o concurso público do UEZO, Centro Universitário Estadual da Zona Oeste, a qual realizará a contratação de Técnicos de Laboratório para o Rio de Janeiro.

Biólogos podem concorrer aos cargos de Laboratorista: Bioquímica e Biologia Molecular; Histologia e Citologia.

A remuneração inicial é de R$2.550,53, mais benefícios.

A ficha de inscrição poderá ser preenchida no endereço eletrônico www.uezo.rj.gov.br, até o dia 13 de abril de 2012.

Após o preenchimento da ficha de inscrição no site da UEZO, os candidatos deverão realizar a entrega da mesma junto com os demais documentos solicitados pelo edital, no Campus Grande, Rio de Janeiro.

Mais informações:

Consulta pública para Atualização do Atlas da Biodiversidade



O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) abriu consulta pública a todos os pesquisadores interessados em contribuir para a revisão do Atlas de Espécies Ameaçadas de Extinção, publicado em abril de 2011. A consulta fica aberta até o dia 12 abril de 2012.

A contribuição deve ser feita via questionário elaborado pela Coordenação de Análise e Prognóstico de Risco à Biodiversidade, vinculada à Coordenação Geral de Manejo para Conservação do Instituto Chico Mendes. O questionário está dividido em dois tipos – fauna e flora. O de fauna apresenta os grupos taxonômicos – anfíbios, aves, invertebrados aquáticos, invertebrados terrestres, mamíferos, peixes e répteis – e o de flora, a lista de espécies por família.

A base para a elaboração do questionário foi o Livro Vermelho de Espécies Ameaçadas de Extinção, que traz a lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente. “Partimos de um parâmetro oficial”, frisa o coordenador geral de Manejo para Conservação do Instituto Chico Mendes, Ugo Eichler Vercillo.

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Cursos Áreas Protegidas e Biologia da Conservação



O Grupo Brasil Verde e a Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão Diaulas Abreu (FAPE) do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais realizarão durante o ano de 2012 os cursos "Planejamento e Gestão de Áreas Naturais Protegidas" e "Biologia da Conservação" no município de Barbacena (MG), no IF Sudeste MG – Campus Barbacena. 

Os cursos acontecerão em dez encontros de abril a dezembro, uma vez por mês, com aulas aos sábados à tarde (14h às 19h) e domingos pela manhã (9h às 13h).

A abertura do curso será no dia 21 de abril.

Os interessados em obter informações e se inscreverem devem se dirigir ao GAP (Grupo de Pesquisas em Planejamento e Gestão de Áreas Naturais Protegidas), localizada na Rua Monsenhor José Augusto, 203, Bairro São José, em Barbacena, Tel: (32) 8837 6825. 

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Prêmio de Pesquisa Básica Marcos Luiz dos Mares Guia 2012



O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e com o apoio da FAPEMIG, edita, pela quarta vez, o Prêmio de Marcos Luiz dos Mares Guia de Pesquisa Básica.

Em 2012 o Prêmio contemplará a categoria Pesquisador de Minas Gerais que tenham se distinguido na condução de estudos e pesquisas básicas que contribuíram, de forma significativa, para o avanço da Ciência.

Por pesquisa básica entende-se aquela que visa compreender a natureza e aumentar o conhecimento humano.

As inscrições deverão ser feitas até 06 de junho de 2012, das 9h às 17h, na Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes-MG) – Cidade Administrativa- Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/nº – Edifício Gerais – 8º andar – Bairro Serra Verde – Belo Horizonte (MG).

As inscrições efetuadas via Correios serão aceitas até o dia 08 de junho de 2012.

Além de diploma e medalha para os agraciados e possíveis menções honrosas, o primeiro colocado ganhará R$10.000,00.

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Cientistas russos e sul-coreanos querem recriar mamute


Cientistas russos e sul-coreanos assinaram um acordo nesta terça-feira sobre uma pesquisa conjunta com o objetivo de recriar um mamute, animal que caminhou pela última vez na Terra há cerca de 10 mil anos.

O acordo foi assinado por Vasily Vasiliev, vice-reitor da Universidade Federal do Nordeste da República da Iacútia, e o controverso pioneiro da clonagem, Hwang Woo-Suk, da Fundação Sooam de Pesquisa em Biotecnologia, da Coreia do Sul.

Hwang era um herói nacional antes de seus estudos sobre a criação de células-tronco humanas serem falsificados em 2006. No entanto, seu trabalho na criação de Snuppy, o primeiro cão clonado, em 2005, foi analisado por especialistas.

Pesquisadores de células-tronco estão agora voltando seus olhos para o extinto mamute, depois de o aquecimento global causar o degelo do permafrost (solo permanentemente congelado) na Sibéria e da descoberta de vestígios do animal.

A Fundação Sooam afirmou que lançaria uma pesquisa neste ano se a universidade russa puder enviar os fósseis. O Instituto de Genômica de Pequim também fará parte do projeto.

A fundação sul-coreana informou que irá transferir tecnologia para a universidade russa, que já se comprometeu com uma pesquisa conjunta com cientistas japoneses para trazer o mamute à vida.

"A primeira e mais difícil missão é a de restaurar as células do mamute", explicou outro pesquisador da Sooam, Hwang In-Sung, à AFP. Seus colegas se unirão a cientistas russos na tentativa de encontrar algum tecido bem preservado com algum gene não danificado.

Ao trocar o núcleo de óvulos de um elefante pelos retirados das células somáticas do mamute, poderão ser produzidos embriões com o DNA do mamute e eles seriam implantados no útero de elefantes que servirão de barriga de aluguel, esclareceu.

A Sooam vai usar um elefante indiano para a transferência do núcleo. As células somáticas são células não-sexuais do corpo, como as de órgãos internos, pele, ossos e sangue.

"Será uma tarefa árdua, mas acreditamos que é possível porque nosso instituto é muito bom em clonar animais", declarou Hwang In-Sung.

Especialistas sul-coreanos já clonaram outros animais, como uma vaca, um gato, cães, um porco e um lobo.

Em outubro do ano passado, Hwang Woo-Suk apresentou oito coiotes clonados em um projeto financiado pelo governo provincial.

Fonte: Agence France-Presse

Curso Ilustração Científica Biológica


Estão abertas as inscrições para o curso de Ilustração Científica Biológica da UFMG. Com 20 vagas o curso visa à qualificação profissional para ilustradores de temas de Botânica, Zoologia e Biologia Geral, dentro das normas internacionais de representação gráfica.

As aulas, a cargo da professora Rosa Alves Pereira, vão acontecer no Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, nas manhãs e tardes dos sábados. 

Com 120 horas-aula, o curso vai de 31 de março a 27 de outubro. O Museu fica na rua Gustavo da Silveira, 1035, bairro Santa Inês, em Belo Horizonte.

As inscrições podem ser feitas através do site da Fundep (www.fundep.ufmg.br) ou em um de seus postos de atendimento no campus da Pampulha.

Mais informações: 
(31) 3409-4200

O ataque à legislação ambiental e a atualidade da tragédia dos comuns



Por Fernando Fernandez -  biólogo, PhD em Ecologia pela Universidade de Durham (Inglaterra). Professor do Departamento de Ecologia da UFRJ, seu principal interesse em ensino e pesquisa é a Biologia da Conservação

Nunca antes na história deste país se viu uma tão grande e bem coordenada ofensiva contra a legislação ambiental. O maior exemplo, claro, é o do Código Florestal. Ao mesmo tempo, surgem mais e mais propostas para recategorizar Unidades de Conservação de modo a diminuir seu grau de proteção, ou até para reduzir suas áreas. Outra proposta descentraliza o licenciamento ambiental, retirando poderes do IBAMA e passando-os para órgãos ambientais estaduais ou municipais. Até os gregos da antiguidade sabiam que esse caminho é trágico.

Toda vez que alguém propõe algo assim, a alegação é sempre a mesma: o país se encontra numa nova situação, numa nova fase de crescimento acelerado, e a legislação ambiental existente seria antiga e ultrapassada. Mudanças na legislação, eles dizem, são necessárias para adaptar o país a um mundo em contínua transformação, são parte da modernidade.

Não estou nem um pouco convencido disso. Não há nada de errado em princípio com mudanças na legislação para acompanhar as transformações do mundo; isso acontece em qualquer sociedade humana. Porém, é preciso ter bem claro que as mudanças propostas representam um baita retrocesso. Para entender por que, acho que é crucial entender como elas se encaixam na “tragédia dos comuns”, uma situação conhecida há muito tempo – há quase dois mil e quinhentos anos, na verdade – e que traz sérios problemas. Essa discussão bastante antiga infelizmente parece cada vez mais atual no Brasil de hoje.

O nascimento da idéia

No quinto século antes de Cristo, na Grécia antiga, o grande historiador Tucídides já havia percebido claramente o mecanismo da tragédia dos comuns. Ele escreveu: "Eles devotam uma fração muito pequena do seu tempo à consideração de qualquer objetivo público, e a maior parte dele a perseguir seus próprios objetivos. Enquanto isso todos imaginam que nenhum mal vai vir dessa negligência, que é problema de alguém mais cuidar disso ou daquilo para ele; e portanto, uma vez que a mesma noção é a que cada um tem separadametne, a causa comum imperceptivelmente se degrada.” Seu compatriota Aristóteles, no século seguinte, também manifestou preocupações similares. Muito tempo depois, a idéia foi expressa com toda clareza em 1833 pelo economista inglês William Forster Lloyd.

Lloyd propôs uma pequena fábula sobre uma vila medieval inglesa que ilustra bem o raciocínio da tragédia das áreas de uso comum. Cada vila assim tradicionalmente possuía uma área usada coletivamente por todos os habitantes, por exemplo para pasto. Em uma vila imaginária, o pasto produzia forragem suficiente para alimentar mil bois. A vila tinha mil pastores, e se cada um tivesse um boi, o pasto seria capaz de se manter indefinidamente, garantindo sustento para todos eles. Agora imagine que um dos pastores decidisse colocar não um, mas três bois no pasto. Do ponto de vista  individual, seria uma decisão perfeitamente racional, porque ele iria triplicar seu faturamento, e dois boizinhos a mais, afinal de contas, não iriam fazer nenhuma diferença. Onde pastam mil bois, pastam mil e dois.

Nosso pastor teria toda razão, se não fosse por um pequeno detalhe: outras pessoas à volta dele inevitavelmente vão pensar da mesma forma. Se por exemplo metade dos pastores pensasse assim, e colocassem três bois cada, já teríamos 1500 bois desses, mais os 500 dos demais. Mas onde pastam mil bois, não pastam dois mil. Desse momento em diante, numa situação assim, a tragédia está em pleno curso: é inevitável que haja sobrepastoreio, que o pasto seja degradado, e que por fim seja impiedosamente destruído pela erosão. O que no início parecia a decisão racionalmente mais correta para cada um trouxe a ruína - econômica e ambiental - para todos.

Benefícios individualizados e prejuízos colectivizados

Apesar dessas análises anteriores, o problema só passou a ser mais discutido a partir do final da década de 1960, quando foi apresentado pelo ecólogo humano Garret Hardin, num artigo clássico na revista Science que lhe deu o nome - “The tragedy of the commons”. Esta expressão tem sido traduzida em português como “a tragédia das áreas de uso comum”, ou simplesmente “a tragédia dos comuns”.  Hardin formalizou e estendeu as idéias de Tucídides, Aristóleles e Lloyd, utilizando o exemplo da vila e do pasto que havia sido proposto por este último. Hardin argumentou que o que chamamos de problemas ambientais tendem a surgir em situações onde o benefício é individualizado e o prejuízo é coletivizado. Numa situação assim, o estímulo para superexplorar é muito maior que o estímulo para conservar.

Tanto Hardin como a americana Elinor Ostrom – que ganhou recentemente um prêmio Nobel de economia por seu trabalho – reconheceram que a tragédia dos comuns poderia em princípio ser evitada por manejo local eficiente de recursos de propriedade compartilhada, como no caso de extrativismo ou pesca por exemplo. No entanto, isso na prática é bastante difícil em muitos casos, especialmente em situações onde o “recurso” em questão é um serviço ambiental difuso, como a água, o ar ou o clima. Não há dúvida que o mais sábio é evitar, sempre que possível, cair em situações que favoreçam o aparecimento da tragédia dos comuns.

Um aspecto bem conhecido da tragédia dos comuns é o efeito da escala: o risco de problemas tende a aumentar à medida que aumenta o tamanho do sistema que estamos analisando. Não importa quão grande seja o sistema, os benefícios de uma exploração irresponsável de seus recursos continuam igualmente evidentes, porque por serem individualizados são facilmente perceptíveis por cada um. Os prejuízos coletivizados, por sua vez, parecem cada vez mais difusos e portanto difíceis de perceber. A vantagem que desmatar uma margem de rio traz para um agricultor pode ser muito evidente, mas o efeito que esse ato terá sobre a piora da qualidade da água, embora exista, será bem menos óbvio.

Tudo isso parece familiar? Pois é. Se você pensar bem, é difícil pensar em qualquer problema ambiental que não se encaixe nessa lógica – o que torna cada vez mais fundamental tê-la em mente quando discutimos o mundo de hoje.

As mudanças na legislação e a tragédia dos comuns

Por que esta questão parece mais atual que nunca no Brasil?

Os “commons” da nossa história são a nossa água (nossos rios, lagos e mares), os ambientes críticos como margens dos rios e encostas florestadas, a nossa atmosfera, a nossa biodiversidade. Tudo isso são recursos compartilhados que geram serviços ambientais para todos. A água é essencial para tudo, claro, inclusive para a própria agricultura. Proteger as margens dos rios protege sua qualidade, e impede seu  açoreamento e degradação. As florestas protegem os solos contra a erosão, e nos morros impedem tragédias como as que tantas vezes temos visto em encostas desmatadas e irresponsavelmente ocupadas. As florestas em geral melhoram a qualidade do ar e os microclimas locais e regionais. Além disso preservam grande parte do que ainda resta de biodiversidade e portanto os serviços que ela presta, incluindo a polinização de muitas culturas agrícolas. Por último mas não menos importante, os habitats naturais ajudam a mitigar as mudanças climáticas, que entre outras coisas obviamente podem ter efeitos desastrosos sobre a produção agrícola.

Toda vez que se protege um “common” assim através de uma Área de Preservação Permanente (no caso do Código Florestal) ou de uma Unidade de Conservação, o que está sendo feito é deixar a área em questão fora da lógica desastrosa da tragédia dos comuns. Por outro lado, enfraquecer o código ou permitir exploração de recursos em uma reserva significa entregar mais e mais áreas para esta situação. É difícil imaginar que um agricultor que seja autorizado a plantar até a beira do rio vá dar tanto valor à manutenção dos serviços ambientais coletivos quanto ele dará para o aumento do seu lucro. Isso equivale a mergulhar de cabeça na tragédia dos comuns, e é uma receita certa para o desastre. Não só ambiental, mas econômico também. É óbvio que muito da alta produtividade agrícola que temos é possível justamente porque temos serviços ambientais razoavelmente protegidos. Enquanto os produtores parecem só pensar no aumento da sua própria área, não vêem que a perda dos serviços coletivos vai mais cedo ou mais tarde levar à queda de produtividade também. Seria um baita tiro no pé; tragédia dos comuns clássica.

E quanto a descentralizar o licenciamento ambiental, passando-o de um órgão federal para órgãos estaduais ou municipais? Os problemas trazidos por isso são um  pouco mais sutis, mas podem ser facilmente entendidos se pensarmos no que foi falado acima sobre o efeito da escala sobre a intensidade da tragédia dos comuns. Serviços ambientais frequentemente são difusos, em grandes escalas, e não respeitam divisas estaduais ou municipais. É mais fácil perceber sua importância quando pensamos no todo – no país, ou mesmo do nosso planeta. Já os benefícios individualizados são mais fáceis de perceber na escala local, por cada um dos interessados. Por isso, numa escala estadual ou municipal os órgãos ambientais estariam muito mais expostos às pressões locais para licenciar empreendimentos desastrosos, enquanto seriam menos capazes de perceber os efeitos prejudiciais de tais decisões. É difícil acreditar, aliás, que isso não seja exatamente o que está por trás deste tipo de proposta. Mais uma vez, os prejuízos seriam coletivizados, seriam de todos nós.

Modernidade ou retrocesso?

O que está acontecendo, então, esta sanha de ataques à legislação ambiental, pode até ter algo de novo, mas não tem nada de moderno. O que há de novo, no fundo, é apenas a intensidade da pressão. Com uma população maior do que há décadas, e uma economia muito maior e ainda desperdiçadora, a pressão sobre os recursos naturais vêm crescendo imensamente no Brasil nos últimos anos. Fora isso, não se iluda: o que estamos vendo nada mais é do que a velha pressão de alguns para se apossarem do que é de todos. Isso não acaba nada bem, até Aristóteles já sabia. Mas nós nem sempre percebemos, em parte porque no Brasil existe aquela triste cultura de que “o que é de todo mundo não é de ninguém”. É preciso parar com isso. Isso já fez mal demais ao nosso país, e não deixemos que faça mais. O que é de todo mundo é de cada um de nós. As APPs e os Parques Nacionais são nossos. São meus, são seus e de todos nós, e precisamos cada vez mais deles.

É claro que abraçar a tragédia dos comuns é apenas um dos aspectos das mudanças propostas para a legislação ambiental brasileira. Há outros aspectos, mas é preciso ter muita clareza do que, no todo, essas propostas representam. Como os grandes ecólogos brasileiros Thomas Lewinsohn (da UNICAMP) e Jean Paul Metzger (da USP) perguntaram no título de um artigo recente na Science: “Legislação ambiental brasileira: a toda velocidade em marcha a ré?”. Esta é a questão com que nos defrontamos hoje. Estamos diante de uma imensa tentativa de retrocesso.

Hoje, o Brasil parece ser visto pelo mundo como o país da oportunidade. É interessante pensar por que. O bom momento econômico do nosso país se deve fundamentalmente ao bônus demográfico (ver “Nunca é por causa da demografia”, aqui em O Eco), mas  também tem ajudado a alta demanda internacional por commodities e matérias primas cada vez mais escassas e que ainda temos aqui. Não se iluda, estamos em um momento bom não por causa de nossa tecnologia ou inovação, mas sim porque fomos capazes de conservar nossos recursos naturais melhor do que as economias envelhecidas e exauridas dos países “desenvolvidos”. Não faz mais sentido querermos reproduzir a trajetória dos europeus, e nos “desenvolvermos” (ênfase nas aspas) à custa da destruição dos nossos recursos naturais. Nós estamos bem porque ainda temos o que eles não tem mais. Modernidade hoje é ter um país com um meio ambiente tão equilibrado quanto possível, e que invista em tecnologia capaz de gerar qualidade de vida sem destruir, porque são essas coisas que o mundo cada vez mais desesperadamente está procurando. Não matemos nossa galinha dos ovos de ouro. Mudar a legislação para diminuir a proteção aos nossos serviços ambientais não é ser moderno – é perder o trem da história.

Fonte: O Eco

Seminário Rio+20: Água, Mudanças Climáticas e Economia Verde


Em Belo Horizonte, no Dia Mundial da Água (22), haverá lançamento oficial da Meta 2014 e do Projeto Estratégico de Revitalização das Bacias do Rio Doce e Paraopeba. 

O evento ocorrerá no auditório JK, das nove às 12h, na Cidade Administrativa de MG, localizada na Rodovia Prefeito Américo Renê Gianetti, no Bairro Serra Verde.

Já no dia 23, a capital recebe o seminário Rio+20: Água, Mudanças Climáticas e Economia Verde, que acontecerá no auditório da Fiemg, localizado na Avenida do Contorno, 4520, Bairro Funcionários. 

O encontro acontecerá das 9h às 17h. 

Para conferir a programação completa e fazer inscrições, clique aqui

Seminário Água Para Todos

(clique na imagem para amplia-la)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Concurso Público Guarapuava – PR (02 vagas para Biólogos)


A Prefeitura de Guarapuava (PR) irá realizar concurso público visando a contratação de novos servidores sob a égide do Regime Estatutário local.

As inscrições serão recebidas exclusivamente pelo endereço eletrônico www.exatuspr.com.br, até o dia 29 de março de 2012.

Existem 02 vagas disponíveis para o cargo Biólogo. O salário inicial é de R$2.131,55. O local de atuação é na Secretaria de Saúde.

Conforme consta no edital oficial, o calendário com o cronograma de execução do concurso será divulgado após a homologação das inscrições, sendo da inteira responsabilidade dos candidatos acompanhar.

Mais informações:

Concurso Prefeitura de Itatiba – SP (01 vaga para Biólogos)


A Prefeitura Municipal de Itatiba (SP) disponibilizou o edital de abertura para concurso público, cujo objetivo é a contratação de novos servidores sob a égide do Regime Celetista (CLT).

As inscrições deverão ser realizadas no endereço eletrônico www.zambini.org.br, no período de 19 de março a 05 de abril de 2012.

O cargo Biólogo possui 01 vaga disponível.

Vale ressaltar que há também o cargo Educador Ambiental, que exige qualquer nível superior, mas o candidato deve ter comprovada capacitação em Educação Ambiental, considerando-se cursos de pós-graduação (especialização, mestrado, MBA, lato senso, stricto sensu).

O salário mensal para os dois cargos é de R$3.097,03.

Mais informações:

Concurso Público UFPE (01 vaga para Biólogos)


O concurso público da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco visa o preenchimento de vagas em aberto no quadro de Técnicos Administrativos da instituição.

Os interessados deverão se inscrever através do site www.covest.com.br, até o dia 30 de março de 2012.

Existe 01 vaga disponível para o cargo Biólogo. O vencimento básico é de R$2.989,33.

A previsão é de que as provas objetivas sejam aplicadas na data de 13 de maio de 2012, nas Cidades de Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão.

Mais informações:

Pequeno mamífero era superior a dino em termos de sobrevivência



Apesar de serem inicialmente do tamanho de um rato, pequenos mamíferos primitivos foram muito além dos dinossauros em termos de sobrevivência.

Os multituberculados, como são chamados, surgiram nos últimos 20 milhões de anos do reinado dos dinossauros, prosperaram e se tornaram extintos muito depois dos dinossauros (66 milhões de anos).

A explicação para a vida longeva está nos dentes. Um estudo de um paleontólogo da Universidade de Washington indica que protuberâncias se desenvolveram na arcada posterior, permitindo que se alimentassem de angiosperma, plantas com flores que então se tornaram um fato comum na paisagem.

"Esses mamíferos eram capazes de proliferar em termos de número de espécies, tamanho do corpo e formato de seus dentes, características que influenciaram o que comiam", explicou o professor assistente de biologia da universidade, Gregory P. Wilson, e principal autor da pesquisa publicada nesta quarta-feira, na edição on-line da revista científica "Nature".

Com as angiospermas, que começaram a aparecer há aproximadamente 140 milhões de anos, os pequenos mamíferos tiveram aumento corporal e ficaram do tamanho de um castor.

Mesmo após a extinção dos dinossauros, os multituberculados continuaram a se destacar. Esse era o cenário até que outros mamíferos --em grande parte primatas, ungulados (animais com casco) e roedores-- ganharam vantagem competitiva.

Isto acabou levando, enfim, ao desaparecimento dos multitubeculados, cerca de 34 milhões de anos atrás.

Os cientistas examinaram os dentes de 41 espécies de multituberculados preservados em fósseis coletados ao redor do mundo a fim de determinar para que direção as manchas presentes nas superfícies dentárias apontavam.

Eles usaram tecnologia a laser e tomografia computadorizada para criar imagens em 3-D dos dentes em alta resolução, menos de 30 microns (menor que um terço do diâmetro de um fio de cabelo humano).

Usando um sistema de informação geográfica, eles analisaram o formato do dente como um geógrafo examinaria uma serra se mapeasse a topografia, contou Wilson.

Carnívoros têm dentes relativamente simples, com talvez 110 manchas por arcada, pois seu alimento se despedaça facilmente, explicou Wilson.

Mas animais que dependem mais de vegetais para a sobrevivência têm uma dentição um pouco mais afetada porque sua comida é dilacerada com os dentes.

Em alguns multituberculados, dentes em formato de lâmina situados na parte da frente da boca se tornaram menos proeminentes com o tempo e os dentes de trás se tornaram mais complexos, com 348 manchas por arcada, um indício de mastigação de alimento vegetal.

Os pesquisadores concluíram que algumas angiospermas aparentemente foram pouco afetadas pela extinção dos dinossauros, já que os multituberculados, que as comiam, continuaram a progredir.

Quando as plantas se espalharam, a população de insetos polinizadores cresceu e as espécies que se alimentavam de insetos também foram beneficiadas, explicou Wilson.

Fonte: FRANCE PRESSE

Bolsas de mestrado na França



O governo da França abriu inscrições, até o dia 6 de abril, para o Programa Bourse Master Île de France, que concederá 81 bolsas de mestrado em instituições da região Île-de-France.

As bolsas dirigem-se a estudantes estrangeiros iniciando mestrado em um estabelecimento de ensino superior na região Île-de-France, em qualquer área de estudos. A bolsa, no entanto, não abrange os cursos que conduzem a diplomas de MBA.

Estudantes de todas as nacionalidades podem postular a bolsa, mas será dada prioridade àqueles das zonas prioritárias de cooperação da região – como é o caso dos  países emergentes. Não podem concorrer candidatos com dupla nacionalidade, sendo uma delas a francesa, ou já beneficiários de algum auxílio do governo francês.

O programa busca apoiar estudantes de até 30 anos que não estejam realizando estudos na França no momento da atribuição da bolsa. Compreende um montante anual de 10.500 euros, além de reserva e pagamento de um alojamento individual. O período letivo na França não pode ser inferior a 10 meses.

O estudante deve comunicar seu interesse pela bolsa Master Île-de-France ao estabelecimento de ensino superior que deseja integrar em 2012-2013. Candidaturas enviadas diretamente ao Conselho Regional de Île-de-France não serão examinadas. Os estabelecimentos encarregam-se da pré-seleção e devem encaminhar as candidaturas ao Conselho dentro do prazo de inscrições.

Mais informações:

terça-feira, 13 de março de 2012

Concurso Público Vista Alegre – RS (01 vaga para Biólogos)


Encontram-se abertas as inscrições para o Concurso Público da Prefeitura de Vista Alegre (RS).

A única vaga para Biólogos possui vencimento de R$1.378,64 e 20 horas semanais de jornada de trabalho.

As inscrições devem  ser feitas no endereço eletrônico www.premierconcursos.com.br, até o dia 22 de março de 2012.

Mais informações:

Concurso Públcio Silva Jardim – RJ (02 vagas para Biólogos)


A Prefeitura de Silva jardim (RJ) disponibilizou o edital de abertura de Concurso Público, cujo objetivo é a contratação de novos servidores por meio do Regime Estatutário do Município.

As inscrições devem ser feitas no site www.silvajardim.rj.gov.br, no período de 15 a 30 de março de 2012.

Os cargos Biólogo e Fiscal Ambiental possue vencimento base de R$1.293,85, mas o primeiro possui 30 horas de jornada de trabalho, enquanto o segundo 40 horas.

Mais informações:

Curso em Legislação Ambiental



De 19 a 21 de março, profissionais que atuam na área de meio ambiente e que necessitam aprofundar os seus conhecimentos sobre a Legislação Ambiental Brasileira e Mineira poderão participar do curso de curta duração Legislação Ambiental. 

O curso será realizado das 8h30 às 17h30, na sede do Ietec (Rua Tomé de Souza, 1065, Savassi). 

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (31) 3223-6251 e (31) 3116-1000, e pelo e-mail cursos@ietec.com.br .

Seminário Chuvas e Desastres Urbanos



Nos dias 20 e 21 de março de 2012, irá acontecer em no Centro de Artes e convenções da UFOP - Ouro Preto (MG), a partir de 9h, o seminário Chuvas e Desastres Urbanos.

O evento é uma promoção da UFOP e contará com palestras, debates e mesas-redondas.

Informações e inscrições:

Butantan descobre sapo que lança veneno espontaneamente



Pesquisadores do Instituto Butantan descobriram um sapo que possui comportamento predatório, o que até hoje era completamente incomum nesses animais. Ao contrário de outros anfíbios, que expelem veneno somente após sofrerem um ataque, o Rhaebo guttatus, espécie encontrada na Amazônia e semelhante ao sapo Cururu, tem um mecanismo de veneno ativado voluntariamente.

O estudo, feito na Amazônia por cerca de um ano, revelou que o animal, por meio de movimentações corporais que causam a compressão do paratóide (glândulas que armazenam o veneno), esguicha o veneno a uma altura de quase dois metros.

Ao efetuar um ataque, o sapo libera uma substância com propriedades inflamatórias, capaz de causar complicações neurotóxicas, cardiotóxicas, edemas pulmonares, problemas no sistema digestivo ou até mesmo levar o predador a óbito.

"Essa descoberta pode revolucionar o estudo dos anfíbios, pois jamais se imaginou um sapo com esse tipo de comportamento. Além de contribuir com nossos estudos, reacende o folclore de que esses animais só atacam seu predador voluntariamente", relata Carlos Jared, diretor do Laboratório de Biologia Celular.

Fonte: Terra